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Nasa descobriu novos planetas no sistema planetário da estrela TRAPPIST-1, localizada a 40 anos-luz do Sol. Segundo artigo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira (22), o sistema tem sete planetas com um tamanho próximo ao da Terra localizados em uma zona temperada, ou seja, com temperatura entre 0ºC e 100ºC. É um recorde de planetas deste tamanho e nessa zona de temperatura, afirma a agência espacial americana.

Em maio de 2016, o astrofísico Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica, com a ajuda de colaboradores, havia relatado a existência de três destes exoplanetas que transitavam ao redor da estrela anã. Essa foi a primeira pista para os autores investigarem mais a fundo o sistema.

Desde a detecção desse primeiro trio de exoplanetas há quase 10 meses, os pesquisadores monitoraram a TRAPPIST-1 a partir do solo, com o Telescópio Liverpool, e do espaço, com a ajuda de equipamentos da agência espacial dos Estados Unidos. Com isso, as estimativas iniciais apontam que os seis planetas mais próximos da estrela anã têm massas que são semelhantes à da Terra, além de possivelmente terem estruturas rochosas. "Existir esse sistema com sete planetas é realmente incrível", disse Elisa Quintana, astrofísica da Nasa. "É possível imaginas quantas estrelas podem estar próximas e abrigar muitos e muitos planetas".

De acordo com a Nasa, todos orbitam a uma distância que possibilita a existência de água líquida em algum ponto de sua superfície, o que abre a possibilidade para que o sistema tenha condições de abrigar vida.

Ilustração com o conceito de como pode ser a superfície da TRAPPIST-1 (Foto: NASA / JPL-Caltech)

Gillon e seus colegas apontam que as características e a interação do sétimo planeta com os mais próximos à estrela precisam ser esclarecidos. De qualquer forma, o grupo também disse que observações adicionais são necessárias para afirmar com mais certeza quais são as propriedades de cada um desses novos planetas.

Detalhes preliminares:
* O sistema da TRAPPIST-1 fica na constelação de Aquário. Essa estrela é mais fria e vermelha que o Sol, de um tipo muito comum na Via Láctea.
* Ele contém sete planetas, que foram chamados de b, c, d, e, f, g e h.
* O telescópio espacial Spitzer, da Nasa, observou a TRAPPIST-1 durante 21 dias em 2016.
* O trânsito do planeta h, mais longe da estrela anã, só foi visto pelo Spitzer uma vez.
* O planeta b precisa de 1,5 dia da Terra para completar a órbita do TRAPPIST-1.
* Os maiores planetas, o g e o b, são cerca de 10% maiores que a Terra.
* Já os menores, o d e o h, são cerca de 25% menores que o nosso planeta.

Ilustração: a estrela anã TRAPPIST-1 e sete planetas em sua órbita (Foto: NASA / JPL-Caltech)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/cientistas-descobrem-novos-planetas-em-sistema-a-40-anos-luz-do-sol.ghtml

Um físico teórico quer construir uma máquina do tempo para voltar ao passado e avisar seu pai sobre o ataque de coração que iria matá-lo na noite de seu aniversário de casamento.

Ron Mallett, de 69 anos, tinha 11 quando seu pai morreu. Professor da universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, Mallett dedicou sua vida a estudar o ramo da física que estuda o tempo e espaço, desenvolvendo equações derivadas das leis criadas por Albert Einstein no começo do século XX.

Após passar a vida dando aulas sobre a possibilidade da viagem no tempo, ele resolveu criar uma máquina para provar que essa jornada é possível. Para isso, Mallett corre atrás de patrocínio para a primeira parte do projeto, um estudo que irá comprovar a possibilidade da viagem ao tempo.

Um protótipo do aparelho já está sendo construído na universidade de Connecticut, descrito como uma “máquina repleta de anéis de raios laser da cor verde, que circulam dentro de um tubo de vidro”.

Todo o trabalho de Ron Mallett culminou e atualmente é baseado em uma equação publicada em 2000:

FORMULA TEMPORAL

Ela descreve como um nêutron pode ser movido ou arrastado quando o espaço que ele ocupa está sendo retorcido por um laser.

A teoria de Einstein conectou tempo e espaço. Logo, se o espaço pode ser torcido, então o tempo também pode ser entortado para formar uma espécie de laço. Não sendo mais linear, o tempo se torna uma estrada circular que pode ser trafegada em ambas às direções: passado e futuro.

Mallett exemplifica sua teoria usando uma xícara de café: o líquido representa o espaço vazio. A colher é o laser que perturba esse espaço. Ao jogar um grão de café (ou nêutron) no copo, ele irá criar redemoinhos no café. Se o líquido for suficiente mexido, o espaço também será alterado e irá dar um nó em si próprio.

Em entrevista à Bloomberg, Mallett afirma que manteve seu trabalho sobre viagem no tempo escondido por muito tempo, pois tinha medo da comunidade científica achar que ele era louco. Após a publicação de sua equação em 2001, ele "saiu do armário", nas suas palavras.

Outros cientistas renomados passaram a dar valor a sua teoria, incluindo Kip Thorne, talvez o físico mais importante do mundo atualmente. Throne foi o principal consultor dos roteiristas de Interestelar, filme que explora ideias sobre viagem no tempo.

A ideia de Mallett é arrecadar 250 mil dólares para terminar o protótipo da máquina e viabilizar o resto do projeto.

"Toda minha existência, quem eu sou, aconteceu por causa da morte do meu pai e minha promessa de entender como afetar o tempo usando o trabalho de Einstein como fundação", afirma o físico.

Fonte: Info.abril.com.br

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